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Ano Novo, Diretoria Nova na Casa do PAC!
A Casa do PAC completou neste mês de dezembro três anos de existência. Foram anos de muitas dificuldades financeiras, noites sem dormir, muito suor e dor de cabeça. Mas também, foram três anos de novos amigos, muito amor, aprendizado, persistência e coragem!
A cada três anos teremos uma nova eleição. As vagas, que foram divulgadas na última edição do Jornal do PAC, foram ocupadas por novos amigos, e alguns atuais trocaram de responsabilidades.
Assim, com muito orgulho, apresentamos os novos integrantes da diretoria do PAC que tomarão posse no dia 04 de
janeiro de 2010:
Presidente: Rosane Luciane Chene
Vice Presidente: Kelly Christine Lopes
1º Tesoureiro: Marcos César Pires Gomes
2º Tesoureiro: Gustavo Belleze
1ª Secretária: Amariles Leite Pimenta
Conselho Fiscal: Robson Alves Costa e Heloiza Pacini.
Kelly Lopes, que ocupou o cargo de primeira tesoureira do PAC por três anos, sente-se honrada em passar seu posto adiante “Fico muito feliz em passar a Diretoria Financeira para o Marcos César. Nós sempre nos preocupamos em garantir que cada R$ 0,01 centavo fosse utilizado com responsabilidade nas prioridades de nosso abrigo, e sei que com o Marcos este direcionamento, preocupação e responsabilidade continuará”, afirma.
A Casa do PAC dá as boas vindas aos novos integrantes do corpo diretor.
Parabéns Helô, Gustavo e Robson! Sejam bem vindos!
Sem comentários »Não basta fazer o bem, é preciso fazer bem feito!
Queridos Amigos,
Gostaria de dividir com vocês uma reflexão. De uma maneira geral, todo “drama” faz certo sucesso. Eu vejo isto pelo Ibope da TV, telejornais que mostram tragédias, pessoas que matam, pessoas que morrem, seqüestro, enchente. Tudo o que é muito triste acaba prendendo a atenção das pessoas.
Dentro do dia-a-dia da Casa do PAC , procuramos com muito esforço e o apoio dos amigos diminuir o drama que já marcou a vida das nossas crianças para sempre. Fazemos isto deixando a casa mais colorida, cheirosa e cheia de vida. Caprichamos no sabor da comida para que todos se alimentem bem e não tenham tantos problemas de saúde. A cama tem cheiro de limpeza, as roupas são lavadas com carinho.
Trabalhamos e lutamos muito para que cada uma das nossas crianças passe pelo espelho e se veja mais bonita. Afinal, elas merecem um pouco de auto-estima.
Esse é um dos grandes objetivos do nosso trabalho e é para isto que vivemos todos os dias.
Não basta fazer o bem, acolher as crianças e “depositá-las” dentro de um cômodo qualquer. Nós acreditamos que tudo isso deve ser bem feito! Nós precisamos fazer como se fosse para alguém da nossa própria família. Como se fosse para nós. É muito difícil vencer esse desafio todos os dias, mas este é o modelo de amor que queremos dar todos os dias para todos que passarem pelo nosso caminho.
E diante deste objetivo, me encontro com vários julgamentos de pessoas que acreditam que isto é um luxo. Que não precisamos de ajuda. Que as crianças estão sempre bem arrumadas. Por Deus, me ajudem a refletir sobre isto.
Por que as pessoas acreditam que para ajudar as crianças elas deveriam estar sujas e mal vestidas? Por que as pessoas acreditam que podem ajudar apenas se a casa estivesse mal arrumada?
Nós precisamos de ajuda sempre! Seja para manter nossas crianças amparadas dignamente, seja para dobrarmos o tamanho da nossa casa e ajudar ainda mais crianças que não tem a oportunidade de serem ajudadas, amparadas e tratadas com amor e dignidade.
Seria uma grande vitória se todos os Abrigos se preocupassem com isto. O mundo seria mais digno!
Nós precisamos conscientizar as pessoas para que olhem com os olhos do coração. Para que invistam e se comovam com causas positivas. Para que as coisas boas se multipliquem e que se pare de uma vez por todas de alimentar a tristeza, de achar que os “pobres” só precisam de uma “coisinha”, e muitas vezes da coisinha que não nos faz falta no momento. Para que ajudem a manter um trabalho feito com amor e competência. Por que punir a competência e o trabalho bem-feito? No final, são as crianças que perdem.
Por que é luxo as crianças que moram em um abrigo terem shampoo e creme para o cabelo? Por que é luxo comer carne três vezes por semana?
Todos são iguais. Precisamos fazer ao próximo o que gostaríamos que fizessem conosco. Todos têm as mesmas carências e as mesmas necessidades.
Não quero que a Casa do PAC seja mais um abrigo. Eu quero que a nossa Casa seja “o Abrigo”! Seja um modelo!
E para isto, preciso contar com o apoio de todos que cruzam o nosso caminho.
Eu acredito nisto, e convido-os a refletir: Visitar uma entidade social com crianças extremamente carentes das necessidades básicas não é sinônimo de que a entidade esteja passando por dificuldades de doações, tão pouco é sinônimo de que a entidade seja idônea e bem administrada. Bem como visitar uma entidade social organizada, transparente, com muitos amigos, não é sinônimo de que a entidade não passe dificuldades financeiras e nem de que a entidade não precisa de ajuda para continuar…
Pensem nisto…
Com amor,
Rosane Chene e Kelly Lopes.
20 comentários »Visão da Casa do PAC: “Ser um modelo de entidade”
Nos últimos 20 anos, o Governo brasileiro não apresentou nenhuma ação transformadora nas condições de vida das crianças e adolescentes em situação de rua ou abrigamento, e nem de suas famílias.
As propostas de desinstitucionalização ainda não estão na agenda das políticas (1), muito pelo contrário, cada vez mais as discussões se voltam para o aumento da capacidade de abrigamento, relegando a um segundo plano a efetiva implementação do Sistema de Garantia de Direitos das Crianças e Adolescentes, a qual os Estados, Municípios e a própria sociedade têm um papel importante a cumprir.
Em 2008, a AMB - Associação dos Magistrados Brasileiros, divulgou que existem 80 mil crianças e adolescentes vivendo em abrigos espalhados pelo Brasil, e que apenas 10% destes estão disponíveis para adoção. Isto, sem contar que grande parte destas crianças não atende ao perfil procurado pelos candidatos brasileiros à adoção, e desta forma, vão viver em Abrigos até completarem a maioridade.
De acordo com o ECA, o abrigo em entidade deveria ser provisório e excepcional, mas a realidade nos mostra o contrário.
E é com base nesta realidade que a Casa do PAC tem como propósito desenvolver uma metodologia de trabalho que a torne um Abrigo modelo, referência, desmistificando conceitos antigos e, provavelmente, ainda praticados por algumas entidades sem capacitação profissional ou idealismo social.
Cada criança e adolescente será tratado na sua individualidade, para que cada um deles se sinta uma pessoa única, com acesso irrestrito ao desenvolvimento de sua saúde física, intelectual, espiritual, social, profissional e financeira, ao convívio familiar e comunitário.
E a excelência no abrigamento, aliado aos valores institucionais, conquistarão a sustentabilidade financeira, o que permitirá a equipe gestora focar-se cada vez mais no desenvolvimento contínuo desta ação social.
Kelly Lopes
Diretora Financeira
(1) Conforme informado no II Relatório da Rede de Monitoramento Amiga da Criança, em 2007.
1 comentário »Diretoria da Casa do PAC
A Diretoria do PAC, responsável legalmente pelo projeto, é composta por profissionais de diversas áreas, que atuam profissionalmente na TOTVS e em outras empresas, e que desenvolvem também o empreendedorismo social, disponibilizando parte do seu tempo útil para realizar esta ação social.
Nenhum membro da Diretoria e nenhum voluntário são remunerados direta ou indiretamente pelo PAC.
Apenas os funcionários do PAC, registrados em regime CLT, recebem remuneração.
Compõem a Diretoria do PAC:
Presidente: Rosane Luciane Chene (Gestora de Inteligência Protheus na TOTVS).
Vice-Presidente: Marcos César Pires Gomes (Líder de Projetos na Fábrica de Software TOTVS).
1ª. Tesoureira: Kelly Christine B. do V. Lopes (Coordena o IOS — Instituto da Oportunidade Social).
O empreendedorismo social vai além de um modelo de gestão. O empreendedor social, muito mais que um gestor, é um profissional comprometido com a vontade de mudar, de fazer diferença de ser inconformado.
Tem muita gente inconformada, mas que fica só na oratória do inconformismo. O empreendedor social sai do mero discurso e parte para a materialização de seus sonhos, desejos e idéias, na construção de uma sociedade melhor.
Sem comentários »Modelo de Atendimento
A gestão da Casa do PAC acredita que o bom desenvolvimento de todo ser humano e a manutenção da auto-estima está relacionado ao desenvolvimento das sete saúdes básicas: Intelectual, física, espiritual, familiar, social, profissional e financeira. E é com base neste conceito que se criou o modelo de atendimento para as crianças e adolescentes abrigados :
• Saúde Intelectual: Todas as crianças em idade escolar vão para a escola, bem como os adolescentes. Freqüentam aulas de reforço de português e matemática, aulas de inglês e participam de eventos sócio-educativos promovidos pelo Centro Esportivo da região, como salas de leitura e aulas de informática básica no Telecentro.
Através de grupos de voluntários, freqüentam atividades culturais como teatro, cinema, visitas ao zoológico, Instituto Butantã, estação ciência, entre outros.
• Saúde Física: Todas as crianças e adolescentes estão em acompanhamento médico no AMA Pirituba, através do Programa “Médico da Família” na cidade de São Paulo. Freqüentam também o dentista e alguns freqüentam profissionais específicos, como fonoaudiólogos e psiquiatras.
Todas as crianças acima de quatro anos e adolescentes participam de sessões semanais de acompanhamento psicológico, freqüentam o Centro Esportivo da região e aula semanal de Jiu-Jitsu, onde aprendem sobre respeito, disciplina e trabalho em grupo. A prática de esportes é uma ferramenta capaz de promover mudanças relacionadas com a injustiça, a exclusão e a vulnerabilidade social.
E todos os adolescentes, quando são abrigados e são fumantes, recebem orientação e, se necessário, tratamento médico para deixar o vício. É proibido fumar na Casa do PAC.
• Saúde Espiritual: A Casa do PAC não impõe uma religião aos abrigados, e sim, disponibiliza o acesso a algumas oportunidades religiosas: acesso a igreja católica através do curso de catecismo para adolescentes e acesso a igreja evangélica da região, através de um grupo de voluntários que realiza doações mensais de alimentos e leva algumas crianças e adolescentes aos encontros evangélicos. Todos os abrigados aprendem a rezar e são incentivados a realizar as orações ao acordar, durante as refeições e antes de dormir.
• Saúde Familiar: A Casa do PAC estimula a convivência familiar e comunitária, seja através dos próprios familiares das crianças e adolescentes abrigados, quando estes possuem autorização da Vara da Infância e Juventude para realizar visitas, ou através de famílias voluntárias que freqüentam mensalmente a Casa do PAC e promovem festas, passeios, viagens, visitas e conversas, principalmente aos finais de semana e datas comemorativas.
• Saúde Social: Através de uma moradia digna, boa alimentação, vestuário, higiene, segurança pessoal, acompanhamento constante da saúde física, desenvolvimento pessoal e intelectual, liberdade e convívio familiar e comunitário, a Casa do PAC tem como foco constante a promoção do bem estar e desenvolvimento da auto-estima de todas as crianças e adolescentes abrigados.
• Saúde Profissional: A partir dos 14 anos de idade, os adolescentes começam a freqüentar cursos profissionalizantes, preparando-os para a maioridade, quando, a partir dos 18 anos completos, deverão promover a própria sustentabilidade. A Casa do PAC também busca vagas de estágio e primeiro emprego para os adolescentes iniciarem suas atividades profissionais a partir dos 16 anos completos, realizando inclusive o acompanhamento do desempenho profissional do abrigado junto ao empregador.
• Saúde Financeira: Quando o adolescente conquista o seu primeiro emprego, a Casa do PAC abre para este adolescente um conta poupança, onde ele deve guardar mensalmente 50% do seu salário. Esta poupança tem como objetivo proporcionar a sustentabilidade dele próprio, quando se tornar adulto. Os outros 50% são direcionados para gastos individuais, sempre com acompanhamento e orientação da Casa do PAC.
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