Não acreditamos no impossível… Mas deveríamos
Um dia a ideia apareceu, e pronto: virou verdade.
De repente, eu soube que se cavasse um buraco bem fundo na areia do parquinho, iria encontrar água. Não essa de poça, mas sim uma água azul-clarinha, transparente como de piscina, cheia de flores e peixes coloridos. Então, mergulharia no buraco. Nadando entre os cavalos-marinhos, chegaria ao grande lago.
Lá, o arco-íris nunca sumia, a água da cachoeira caia sem machucar, podia-se correr e gritar. Ali só tinha eu, os duendes, as fadas e os unicórnios. Tinha certeza que este lugar era real. Podia descrevê-lo com detalhes, os cheiros, as cores e os sons. Em todos os meus passeios no parquinho, no auge dos meus 6 anos de idade, me punha a cavar, e só parei no dia que a areia virou cimento.
Sinto falta de verdades inquestionáveis como esta. De tanto nos dizerem que não dá, não pode, não existe, desaprendemos a imaginar o impossível. Passamos a duvidar dos sonhos, e nos tornamos pessoas cheias de preocupações práticas e autocensuradas.
Mas, quando não tem ninguém olhando, confesso: eu fujo. E em vez de pensar em listas de pendências para o dia seguinte, imagino minha floresta cheia de duendes e fadas, ou como seria viajar no tempo, visitar a cidade do fundo do mar. Há dias que me coloco em outras vidas, penso em como seria ser uma princesa, uma espiã americana.
Como as crianças sabem, imaginar é o maior dos super poderes. Se não for possível dar vida aos sonhos, ao menos nos deixa mais perto da vida que sonhamos ter. E faz tudo ser possível outra vez.
Assim nasceu o nosso PAC. Imaginando, sonhando e acreditando que tudo poderia ser melhor.
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