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Visão da Casa do PAC: “Ser um modelo de entidade”

Nos últimos 20 anos, o Governo brasileiro não apresentou nenhuma ação transformadora nas condições de vida das crianças e adolescentes em situação de rua ou abrigamento, e nem de suas famílias.

As propostas de desinstitucionalização ainda não estão na agenda das políticas (1), muito pelo contrário, cada vez mais as discussões se voltam para o aumento da capacidade de abrigamento, relegando a um segundo plano a efetiva implementação do Sistema de Garantia de Direitos das Crianças e Adolescentes, a qual os Estados, Municípios e a própria sociedade têm um papel importante a cumprir.

Em 2008, a AMB - Associação dos Magistrados Brasileiros, divulgou que existem 80 mil crianças e adolescentes vivendo em abrigos espalhados pelo Brasil, e que apenas 10% destes estão disponíveis para adoção. Isto, sem contar que grande parte destas crianças não atende ao perfil procurado pelos candidatos brasileiros à adoção, e desta forma, vão viver em Abrigos até completarem a maioridade.

De acordo com o ECA, o abrigo em entidade deveria ser provisório e excepcional, mas a realidade nos mostra o contrário.

E é com base nesta realidade que a Casa do PAC tem como propósito desenvolver uma metodologia de trabalho que a torne um Abrigo modelo, referência, desmistificando conceitos antigos e, provavelmente, ainda praticados por algumas entidades sem capacitação profissional ou idealismo social.

Cada criança e adolescente será tratado na sua individualidade, para que cada um deles se sinta uma pessoa única, com acesso irrestrito ao desenvolvimento de sua saúde física, intelectual, espiritual, social, profissional e financeira, ao convívio familiar e comunitário.

E a excelência no abrigamento, aliado aos valores institucionais, conquistarão a sustentabilidade financeira, o que permitirá a equipe gestora focar-se cada vez mais no desenvolvimento contínuo desta ação social.

Kelly Lopes
Diretora Financeira

(1) Conforme informado no II Relatório da Rede de Monitoramento Amiga da Criança, em 2007.



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Uma resposta para “ Visão da Casa do PAC: “Ser um modelo de entidade” ”

  1. Sandra Castro Maio 6th, 2009 00:12

    Querida Kelly / Fernanda

    Boa Tarde,

    Em 1º lugar quero agradecer a disponibilidade e o carinho que a Paula e Sonia me receberam no sábado dia 02/05 e também parabeniza-las não só a elas + toda a equipe pela higiene, limpeza, postura, educação, disciplina, a casa em si a estrutura e carinho com as crianças, devo confessar que fui preparada para encontrar outras coisas bem diferente e fiquei muito feliz pelo que encontrei.

    Passei a tarde inteira com as crianças, pulamos corda, jogamos bola e brincamos de boneca, tenha a certeza que foi muito gratificante.

    Gostaria de ir uma vez ao mês, sempre vou agendar com antecedência.

    O meu esposo e um amigo nosso está disponível para ir ao CEAGESP no sábado para retirada dos alimentos, quando precisar nos comunique.

    Como foi a minha primeira visita, e não me programei acabei não levando nada, apenas o meu carinho e amor.

    Gostaria de saber quais as maiores necessidades para que em uma próxima visita podemos levar algo necessário.

    Este foi o 1º encontro de muitos que ainda virão, gostaria muito de poder ajudar no que for preciso .

    Quando estava saindo encontrei o diretor chegando, me convidou para voltar + vezes, não precisava do convite já vou voltar mesmo. rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr.

    Saiba que ganharam mais uma aliada que doarei todo o meu amor.

    Obs: Sempre que precisar de voluntários para levaras crianças em algum lugar me avise com antecedência ( Poderá contar com 02 carros)

    Beijos e Obrigada pela oportunidade.

    Sandra Castro

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