Palavra da Diretoria - Jornal do PAC - Edição de 15 de fevereiro de 2009.
Queridos Amigos,
O ano de 2009 começou em meio a uma crise financeira mundial. Todos assustados, as empresas em contenção de despesas, o desemprego. No meu modo de pensar, nós sempre estamos em crise, seja ela financeira ou não. A única diferença é que agora ela está anunciada aos quatro ventos.
Eu acredito que a crise gerará um crescimento ainda mais acelerado nos seres humanos, pois eles precisarão exercitar a sua capacidade de mudança e de adaptação.
Uma crise destrói uma herança, mas não um ser humano, pois mesmo sem dinheiro se pode ser uma pessoa rica em inteligência e rica em amor.
Infelizmente, nós da Casa do PAC já sentimos os efeitos desta crise, pois a primeira coisa que as pessoas cortam de suas despesas é aquilo que não lhe afeta diretamente. Na verdade, pensamos que não afeta, porque se não cuidarmos destas crianças, elas poderão estar nas ruas amanhã, sem estrutura, sem emprego, roubando e matando. Com certeza influenciarão de maneira negativa na nossa vida.
Convido vocês a refletirem com a pequena história abaixo:
“Certa vez, houve uma inundação numa imensa floresta. O choro das nuvens, que deveriam promover a vida, dessa vez anunciou a morte. Instalou-se uma crise na floresta.
Os grandes animais bateram em retirada, fugindo do afogamento, deixando até os filhos para trás. Os animais menores seguiam seus rastros.
De repente, uma pequena andorinha, toda ensopada, apareceu na contramão procurando a quem salvar.
As hienas viram a atitude da andorinha e, extremamente admiradas, falavam: “Você é louca! O que poderá fazer com este seu corpo frágil? Não enxerga sua pequenez?!
A andorinha, sempre atenta, não desistiu de procurar alguém que pudesse ajudar. As suas asas batiam fatigadas quando viu um filhote de beija-flor quase se entregando a água. Apesar de não saber mergulhar, se atirou na água e com muito esforço pegou o pássaro, carregando-o no bico.
Na volta, ouviu as mesmas hienas falando: “Quer aparecer! Ser heroína!”.
E ao colocar o pequeno pássaro em local seguro, olhou nos olhos das hienas e disse-lhes: “Só me sinto digna das minhas asas se eu as utilizar para fazer os outros voarem!”.
Amigos, não os chamo para serem grandes heróis, mas para serem pequenas andorinhas, para amar ao próximo e fazer por eles o que está ao seu alcance. Divulguem o nosso projeto a todos que o cercam. Até hoje, nós sobrevivemos graças a todas as andorinhas que nos apóiam mensalmente.
Sejamos dignos das nossas asas!
Rosane Luciane Chene.
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